“Faça o que eu digo e o que eu faço!”
Ser chefe não é fácil. Você precisa trabalhar mais que os outros, chegar antes, sair depois, ralar muito, trabalhar fins de semana. Será? Talvez! Não tenho uma opinião fechada sobre o assunto. Acho que em tese, todo mundo deveria saber o que fazer sem precisar seguir exemplo nenhum. Explico, sempre fui meio self-driven, self-motivated, meio “me-dê-o-trabalho-e-me-deixe-em-paz!” tipo de pessoa. Eu me gerencio e gosto de exercer meu empowerment e tenho ownership. No primeiro caso, significa ter a autoridade e o poder para fazer as coisas; no segundo, se tiver a responsabilidade de um problema, resolver, cuidar, ir até o fim.
Mas para poder assumir o problema, é preciso ter a autoridade e liberdade para isto. Simples assim. Empresas que delegam poder a seus funcionários são muito ágeis e eficientes no seu dia-a-dia, porque se um funcionário puder resolver um problema sem ter que recorrer a vários níveis de hierarquia, é um diferencial importante e que beneficia todo o processo (leia-se clientes, fornecedores, outros departamentos, enfim a cadeia produtiva anda mais rápido). É uma vantagem estratégica que a privilegia frente à concorrência.
Mas nem tudo são flores. Existem pelo menos dois problemas nessa equação. Ou ao funcionário é dada a autoridade e ele não usa, por insegurança, medo de errar, preguiça, omissão, seja lá o que for – ou ele é ousado, pode fazer mais, quer agitar, percebe que a empresa poderia ser mais proativa, mas a empresa possui uma gestão centralizadora, a gerência quer ser copiada nos e-mails – em todos - quer estar a par de cada pequena ação que acontece na empresa, micro-gerenciamento total e lá se vai a boa vontade de alguém que quer fazer diferença, mas não consegue.
São situações muito complicadas e de qualquer forma porque reduzem a produtividade e a motivação de qualquer colaborador. A verdade é que existem gestores, inseguros ou despreparados, que podem até ter medo de perder o controle. É fato. Às vezes, um excelente técnico ou supervisor e promovido a gerente – tendo que interagir, desenvolver, gerenciar pessoas, pode se queimar, às vezes não tem skill para isto. Há que se treinar, portanto! Ninguém nasce sabendo. Conheço profissional que preferiu voltar ao “status” anterior porque era mais fácil trabalhar no esquema “voce s/a”, ou “eu sozinho s/a”, sem precisar gerenciar relatórios e pessoas. Preferem desenvolver projetos sozinhos, questão de perfil!
Outro problema comum é o funcionário seguir rigidamente o modelo do chefe – que pode nem ser um modelo exemplar, vamos dizer assim. Se o chefe erra – e quem não erra? – se tem lá seus desafios de gestão, autoridade, tem outras prioridades, acaba de alguma forma influenciando os mais fracos (ou os mais acomodados). Daí sim, nesse momento, eles querem seguir o modelo, porque se afinal o chefe está mudando de casa e por conta disto, se ausenta com mais frequência do trabalho – e não fica tão “presente” no escritório, então – para alguns (“espertinhos”) – este seria um ótimo momento para seguir o “líder”. “Se ele pode, por que eu não?”
É uma atitude no mínimo infantil e imatura, afinal de contas, em tempos de home-office, wi-fi, blackberry, equipes virtuais, cloud computing e outras conveniências criadas pela tecnologia, ninguém precisa fisicamente seguir ninguém, mas há sempre aqueles que acham que tem um “emprego”, não necessariamente metas a serem cumpridas, não são parte da solução, mas parte do problema!
Felizmente estes tipos são pouco representativos percentualmente na empresa, mesmo porque se forem a maioria, a empresa corre o risco de sumir do mercado. Nesse caso, não têm commitment nenhum, não estão envolvidos no contexto global e sempre são partidários da Síndrome de Nóe…ou seja “Noé comigo!” Precisa de um relatório meio rápido? Ih “noé” comigo! Qualquer tarefa que precise ativar alguns neurônios meio rápido? “Noé comigo!” E por aí vai…
Mesmo assim, o modelo de liderar pelo (bom) exemplo é uma boa tática, embora alguns sempre serão capazes de se virar sozinhos. Para estes, uma supervisão mínimia garante bons resultados. Com empresas preocupadas com custos, enxugando equipes, terceirizando atividades, gerenciando seus recursos cada vez mais e melhor, espera-se que todos cumpram seu dever. E se cada um fizer o seu trabalho – e de forma profissional – ora, então tudo vai dar certo, porque, como dizem, o todo é maior do que a soma das partes!



Várias pesquisas têm apontado que as mulheres estão empreendendo muito, mais que os homens. Cada vez mais, mulheres estão gerenciando seus próprios negócios, cuidando de suas franquias, abrindo suas lojas, sendo donas de seu tempo, recursos, investimentos, enfim, cuidando do que é seu. 






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